"Se os outros não me conhecem, eu conheço-me."
Florbela Espanca
sábado, 9 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Google Heart
Um avião que troveja de quando em quando... um metrónomo de incerto chilrear, um ladrar que se confunde nos motores pontuais, os motores pontuais... a casa, as portas e as janelas abertas, os objectos dispersos em arrumação, o silêncio... palpitar, pestanejar, pés a roçar, mãos obedientes ao pensar ... e no pensar, nada obedece ao sentir!... e no sentir tudo se estilhaça por querer sair!!!
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Querido Destino:
__ empurrar afastar quebrar saltar limar chegar saborear __
vai ser o agulhar do nosso próximo Arraiolos
vai ser o agulhar do nosso próximo Arraiolos
Todos Pensam Desconfiar mas...
... ninguém sabe que...
... a lágrima não salga pelo moralizar standard;
... a testa ruffle não se deve aos pacotes vazios;
... a brusquidez não nasceu do ódio;
... o silêncio não inunda pela ausência de voz;
Ninguém sabe, mas eu trago a cabeça debaixo do braço e, no seu lugar, um coração gelatinoso aguarda o extâse em forma de condensação.
... a lágrima não salga pelo moralizar standard;
... a testa ruffle não se deve aos pacotes vazios;
... a brusquidez não nasceu do ódio;
... o silêncio não inunda pela ausência de voz;
Ninguém sabe, mas eu trago a cabeça debaixo do braço e, no seu lugar, um coração gelatinoso aguarda o extâse em forma de condensação.
domingo, 18 de maio de 2008
Branding
O excesso de fricção dá nisto __________ fosse tudo smiles do live e nada destas coisas aconteciam.
Questão: a tonalidade que pincela o gesso informe dos códigos semânticos é aquilo que o Outro interpreta desses tons ou é aquilo que se pensa estar pincelar? Existe por aí algum pedaço de vidro reflexivo? Se for reflectivo também se aceita...
Coçar faz ferida e friccionar autistamente faz branding.
A ferida deixa marcas - umas passageiras, saradas à laia de vermelhos líquidos e rápidos pensos, outras que nos acompanham, gradualmente dissimuladas, pela vida fora.
Agora o branding não. Primeiro fica em carne viva, depois ganha crosta, depois da saída dessa crosta, fica uma marca, um desenho, algo que, por mais queiramos disfarçar, está lá bem delineado. Não quer dizer que seja muito diferente da ferida, a diferença mora no voluntarismo versus acaso.
As minhas feridas são todas elas nostálgicas. Quanto aos brandings... não chegaram a ganhar crosta.
Questão: a tonalidade que pincela o gesso informe dos códigos semânticos é aquilo que o Outro interpreta desses tons ou é aquilo que se pensa estar pincelar? Existe por aí algum pedaço de vidro reflexivo? Se for reflectivo também se aceita...
Coçar faz ferida e friccionar autistamente faz branding.
A ferida deixa marcas - umas passageiras, saradas à laia de vermelhos líquidos e rápidos pensos, outras que nos acompanham, gradualmente dissimuladas, pela vida fora.
Agora o branding não. Primeiro fica em carne viva, depois ganha crosta, depois da saída dessa crosta, fica uma marca, um desenho, algo que, por mais queiramos disfarçar, está lá bem delineado. Não quer dizer que seja muito diferente da ferida, a diferença mora no voluntarismo versus acaso.
As minhas feridas são todas elas nostálgicas. Quanto aos brandings... não chegaram a ganhar crosta.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Pânico
O meu tambor tem um ribombear diferente... estranho a todos os sons que já ouvi nele...
Estes sons correm velozmente por todo o tambor: à volta, por dentro, para cima, na diagonal...
Mas onde estes sons se reúnem, como se de um ritual crepuscular se tratasse, é no meio do meu tambor. Bem no meio.
Este meio, que é um centro afinal, está pavorosamente escancarado.
A culpa? Sons vindos de lá ao longe que se sentem bem cá ao perto e teimam em assustar o meu tambor por ele não os conhecer desde sempre...
Pavloviamente reagindo, o meu tambor ribombeia ao compasso do ritual crepuscular dos sons, desmesuradamente, com toda a força, receoso de partir alguma bagueta.
Estes sons correm velozmente por todo o tambor: à volta, por dentro, para cima, na diagonal...
Mas onde estes sons se reúnem, como se de um ritual crepuscular se tratasse, é no meio do meu tambor. Bem no meio.
Este meio, que é um centro afinal, está pavorosamente escancarado.
A culpa? Sons vindos de lá ao longe que se sentem bem cá ao perto e teimam em assustar o meu tambor por ele não os conhecer desde sempre...
Pavloviamente reagindo, o meu tambor ribombeia ao compasso do ritual crepuscular dos sons, desmesuradamente, com toda a força, receoso de partir alguma bagueta.
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